segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Enfim notícias...


Queridos amigos,

depois de mais de um ano sem postar nenhuma notícia sobre nossas atividades com o teatro, venho aqui pedir-lhes desculpas... confesso que não consegui mais atualizar essa página, nesse meio tempo passamos por caminhos tortuosos, tivemos decepções e nos deparamos com pessoas de índole e caráter duvidoso, e é difícil exercer nosso caminho artístico misturado a isso... e como para nós não convém compartilhar esses momentos, mas sim só encontros de alegria e afeto, silenciamos. É uma pena que esses mometos me tenham impedido de contar outros tantos belos encontros, que venho aqui mencionar: nossos queridos amigos de Maceió, os carinhosos Mineiros, os cariocas, os capixabas, os marenhenses e todo estado do Paraná que nos apresentamos de ponta a ponta, acompanhados por uma equipe que são amigos pra vida toda: Dávid, Léo, Rafael e Carlinhos... Esse ano de 2010 foi mais quietinho, mas também foi importante para amadurecermos novas idéias e iniciarmos a contrução de um novo trabalho, prometemos mostrá-lo para vocês em 2011. Escrevo-lhes também para dizer que esse espaço não será mais usado por nós, peço que os quecurtem nosso trabalho nos sigam pelo novo espaço, o meu site pessoal: www.andremorais.com
em breve faremos o site do grupo.

abraço carinhoso

andré

sábado, 24 de outubro de 2009

Ouricuri


Com a mesma equipe do Sesc de Bodocó, partimos para Ouricuri, cidade vizinha. Agora mais seguros e amigos, conseguimos contornar os contras com mais habilidade. Novamente, o primeiro espaço oferecido para nós não era nada adequado, com palco pequeno e platéia grande e distante. Corremos pela cidade e conseguimos um galpão que pertence à Associação dos Cortadores de Cana. Começamos então o trabalho, e fizemos um teatro charmoso novamente rodeado por "TNT" preto. A mesma equipe de luz comandada por Galego era pura habilidade. Começamos na hora, para uma platéia lotada e extremamente receptiva. Foi uma apresentação incrível, um encontro emocionante. Dentre os risos, e as emoções trocadas pela platéia com o ator, houve um fato bem curioso. No meio do espetáculo, uma mãe levanta-se com a filha no colo para sair pela lateral (depois descobrimos que a menina estava louca para fazer xixi) e enquanto ela tentava ser discreta e educada na sua saída, o personagem sai correndo do fundo da cena e surpreende as duas, falando algo da história diretamente para elas. A menina sem conseguir conter o medo se treme toda e cai no choro, fazendo a platéia cair na risada... para fechar a cena com maestria, o momento da fala do personagem era exatamente: "... ela deve ter me tomado por maluco, tal o medo que lhe causei...". Mãe e filha saíram e o espetáculo continuou cheio de viço até o final. Que bom é ter história para se contar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Bodocó

Voltando para a labuta diária, partimos para cidade de Bodocó. Interiorzão do estado. O frio acabou e o calor não nos deu trégua. As condições também não eram nada favoráveis, apesar do empenho da equipe do Sesc local. O teatrinho da cidade era forrado com gesso, o que impedia que qualquer coisa fosse pendurada nele, nem luz, nem cenário... Bem difícil para nós. Conseguimos um outro espaço, forrado em telha e um dos problemas foi resolvido... Mas o maior deles ainda era a ausência de qualquer equipamento de luz, não havia sido providenciado nada, a inexperiência do Sesc local era evidente, mas a força de vontade deles também. Por sorte, eles conseguiram alugar o equipamento de última hora, a equipe de luz comandada pelo grande Galego foi nossa salvação. A montagem da iluminação, que geralmente começa às 8 da manhã começou às 5 da tarde, foi um trabalho árduo. Mas de mãos dadas, desbravamos a selva, e fizemos uma boa apresentação para uma platéia singela e feliz.

*Também não houve tempo para fotos.

Triunfo


Finalmente um dia de folga. Como foi desejado esse dia. E não podia ser mais recompensador, pois chegamos à cidade de Triunfo, no finalzinho do festival de cinema da cidade. Ficamos hospedados no hotel do Sesc, no alto da montanha, no friozinho para muitos inimaginável em Pernambuco. Uma delícia. Confessamos, que é uma das cidades que mais nos dá saudade. O dia de folga também serviu para lavar roupa, que com o acúmulo de trabalho, na nossa bagagem já não se encontrava qualquer resquício de roupa limpa.
Acordamos cheirozinhos para a nossa apresentação no belíssimo teatro da cidade, com toda a estrutura adequada e equipe técnica profissionalíssima... Mas como esse povo de teatro é um bicho medonho, e nós não fugimos a regra, invertemos todo o sentido espacial do teatro, colocamos o público no palco e fizemos o espetáculo na platéia. Deu super certo. Foram duas apresentações, uma seguida da outra (para compensar a récita não ocorrida em Surubim), com casa cheíssima. Na primeira, houve um problema no som, algum desatento desligou o equipamento durante a peça, e a apresentação ocorreu quase toda sem música, elemento importantíssimo para a narrativa fluir com delicadeza. Haja fôlego, ator! Problemas resolvidos, na segunda récita, tudo deu certo: técnica, ator, público e emoção. Um Triunfo!

*Na foto, nós nas janelas do teatro charmoso da cidade.

Buíque


A caravana do Lavoura pousa agora em Buíque, ainda sob a chuva fina. A mesma técnica de Arco Verde nos acompanhou. Mais cientes da responsabilidade e do tamanho do trabalho, os rapazes se comportaram de forma mais eficiente. Naruna, coordenadora local, mostrou muito empenho e dedicação. Construímos um teatrinho rodeado de tecido-não-tecido preto, o famoso "TNT", no salão paroquial da cidade. A platéia foi pequena, mas afetuosa. E a apresentação foi bonita, apesar das goteiras que caiam no cenário durante a peça, o que deixava o ator (que é também o cenógrafo), meio desconcertado e desconcentrado, vendo as letras do seu diário-cenário virarem manchas de tinta. Mas os deuses ajudaram e foram apenas manchinhas...

*Na foto, nós, Naruna (lindinha, de cachecol), sua equipe e as goteiras que invadiram até a fotografia.

Arco Verde

Clima nublado e chuva fina em Arco Verde. O espaço que nos foi destinado primeiramente foi um local aberto no Sesc local, onde a platéia ficaria sentada em longas e distantes escadas. Para quem conhece nosso trabalho, sabe como é importante a intimidade e a aproximação com o público, por isso era algo realmente impossível de ceder. Conseguimos um outro espaço dentro do Sesc, um teatro meio improvisado, onde um palco pequeno e singelo era rodeado por um cerca enorme de madeira que nem uma boiada derrubaria, mas que durante toda a manhã o pessoal da equipe tentou e conseguiu finalmente abrir para nós. A montagem de toda a estrutura foi bem sofrida, as condições eram difíceis, o equipamento de luz deteriorado e para piorar a situação, falta energia na cidade. Durante 2 horas ficamos sem poder evoluir nos trabalhos. Tudo isso fez com que o espetáculo, que estava destinado para às 21h, começasse quase às 23h. Agradecemos imensamente a enorme paciência e generosidade do público, que além do atraso, assistiu a uma apresentação com sérios problemas, sem qualquer sutileza de luz, algumas cenas em breu total e ator e técnica à beira do abismo. Ao fim de tudo, o cansaço bateu e não restou ninguém da platéia para o costumeiro debate final.

*Não houve tempo nem fôlego para fotos.

Caruaru


Próxima parada, Caruaru. Fomos recebidos por Severino Florêncio, que além de responsável de cultura do Sesc local é também ator e (se não nos enganamos) tem uma versão do Diário de um Louco há mais de 20 anos. O encontro entre os dois diários foi profícuo. Apresentamos nosso trabalho num teatro delicioso, com a disposição da platéia perfeita para nós, mas que infelizmente era bem carente em recursos de iluminação. Apesar disso, conseguimos fazer as adaptações devidas... Entre luzes feitas com lanterna, outras que ligavam e desligavam diretamente nas tomadas e lentes de refletor quebrando durante a récita, tivemos um encontro lindo com o público. Casa cheia. Pessoas atenciosas e receptivas. Mais uma vez o teatro e o afeto se fez maior que tudo.

*Na foto, o ator-mentado explorando o espaço cênico.

Belo Jardim


Mais flores... Partimos para Belo Jardim, cidadezinha cheia de aconchego amigo... No primeiro dia houve a Oficina de Cenografia, ministrada por Jorge, para alunos ávidos por conhecimento, num domingo, às 8 da matina... Assim que chegamos, fomos recebidos pelos cachinhos pretos e olhos verdes de Ana Flávia, coordenadora de cultura local, que pra nós foi uma das mais gratas surpresas de toda essa maratona. Com extrema dedicação e profissionalismo, Ana foi impecável. Apesar da falta de estrutura teatral na cidade, ela conseguiu todo equipamento de luz solicitado, arregaçou as mangas e montou toda a estrutura conosco, como um novo membro do grupo. Juntos fizemos de uma cantina aberta de colégio, um teatro charmoso e muito digno. Uma platéia de estudantes esperavam ansiosos e barulhentos do lado de fora. Começamos um pouco atrasados, o público lotou nervosamente o espaço, mas aos poucos foi se entregando ao trabalho e conseguimos comunicar de uma forma terna e feliz. Dever cumprido com louvor.

*Na foto a bela equipe de Belo Jardim. Amigos queridos.

Garanhus


Recuperando forças, seguimos para o friozinho de Garanhus, cidade famosa por seu badalado festival de artes, pelas flores e pelo clima agradável. Mas não foi tão tranquilo como esperávamos, o espaço que nos ofereceram também não era nada adequado para o nosso trabalho, e a idéia de cancelar de novo o espetáculo nos deixava bem nervosos. Mas com a força de Lilian, coordenadora de artes local, corremos por toda cidade em busca de um outro espaço que fosse minimamente adequado. Depois de muitos telefonemas, corridas de carro pela lama, em meio a chuva, ela finalmente conseguiu a liberação do teatro da cidade... Ufa! Meio dia iniciamos a montagem de toda estrutura. Com a equipe técnica imensamente solicita, conseguimos montar tudo há tempo, e bem cansados, começamos nossa apresentação no horário. Valeu a pena. O público nos recebeu de coração aberto, com olhares ternos, sorrisos e sensibilidade aguçada, eles embarcaram na história do personagem com muito afeto e fizeram dos 55 minutos de peça um encontro humanamente lindo. São esses momentos que fazem essa jornada valer a pena.

*Na foto, equipe liderada pelo dedicado Eduardo em Garanhus.

Surubim


Logo depois de uma recepção calorosa em São Lourenço, um balde de água fria. A apresentação na cidade de Surubim foi cancelada. Por falta de empenho da equipe do Sesc local e de condições mínimas (mínimas mesmo) para a realização do espetáculo. Não podemos apresentar nosso trabalho, o que nos deixa com uma frustração enorme de não levar ao público de Surubim o nosso teatro e de não exercer a função e o ideal do projeto Palco Giratório, que para nós é tão caro. A nossa ida a cidade se resumiu a um encontro com as pessoas de arte da cidade, tentando trocar um pouco as experiências artísticas, mas com a ausência do espetáculo, fomos dormir sem a sensação de dever cumprido.

São Lourenço da Mata


Em São Lourenço da Mata, nossa primeira apresentação, fomos recebidos de braços abertos pelo pessoal do Sesc Ler. Para o nosso trabalho, nos foi oferecido um corredor do Sesc, entre as salas de aula e os banheiros. Um espaço que não era ideal para o espetáculo, mas sentimos que era o que de melhor eles dispunham. Com todo o empenho da equipe do Sesc e dos companheiros contratados para a iluminação, conseguimos fazer desse espaço um teatrinho lindo, e confesso que todos nós ficamos bem impressionados com o resultado final. O público lotou o espaço e saímos muito satisfeitos com o respeito com que fomos recebidos. No final do dia ainda havia um "banquete" de despedida, tantos doces e salgadinhos que batizamos o local de Sesc Comer. Agredecemos muitíssimo pela acolhida.

*Na foto a equipe gentilíssima de São Lourenço, cavalheiros de verdade.

Ao céu de Pernambuco




Sob o céu imensamente azul do nosso estado vizinho de Pernambuco, partimos para uma jornada de 12 apresentações por cidades do interior. Cruzamos todo o estado, de ponta a ponta, iniciando em São Lourenço da Mata e terminando em Petrolina. Uma experiência única e inesquecível, que nos encheu de força e maturidade. Também nos fez entender o quão importante é o encontro com o público e como essa troca pode tocar muito a eles e a nós mesmos. Passando por cada uma das cidades, encontramos um público ávido por atenção e respeito e pronto para nos receber com olhos e corações atentos. Aqui entendemos que o ser humano, em qualquer lugar do mundo, está aberto a emoção, a sensibilidade e a descobrir-se ainda mais como ser humano. Estamos conhecendo o nosso Brasil pelas mãos da arte e isso nos deixa muito emocionados com nossa escolha e nosso ofício, que transforma tanto aquilo que somos. Aqui vai um breve relato sobre nossa passagem por cada uma dessas cidades, guardando no peito o afeto dos nossos irmãos pernambucanos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Me ensina a não andar com os pés no chão..."

Antes de relatar nossa viagem pelo interior de Pernambuco, e pela qual foi o motivo de toda essa desatualização de nosso blog (peço desculpas quem tentou nos acompanhar), abro um parênteses (depois daquele parênteses e antes desse outro, hehe), para falar um pouco sobre um momento pessoal que tenho vivido nesse percurso de apresentações do Diário de um Louco pelo país... Aos que chegaram agora em nosso blog, talvez não entendam nada dessa postagem, sugiro que voltem ao início da história, às primeiras postagens, pois nosso blog é bem cronológico, historinha boba mesmo...
Bom, seguindo a história... Há alguns meses atrás, eu, André, ator deste referido espetáculo, comecei a sentir um pequeno incômodo nos dedos dos pés, que primeiramente achei que fosse algo passageiro, mas que se tornou um certo desafio de saúde a ser superado. Os meses se passaram e o problema foi se agravando, tornando-se um processo inflamatório delicado e que precisava ser tratado e cuidado como tal. Mas para isso, eu precisaria de repolso e um tratamento assíduo, tudo o que eu não poderia fazer nesse momento, já que me esperavam pela frente 40 apresentações por todo meu Brasil, e o que não haveria adiante seria repouso. Um médico me aconselhou a desistir da viagem, mas como todo amor é cego, e o meu amor pelo teatro é também surdo-mudo, eu ceguei para todas as possibilidades ruins e em 2 semanas que estive em João Pessoa, fiz uma bateria de exames, junto com Dra. Sandra, excelente reumatologista, que tinha o dever de me colocar de pé novamente e sem descanso (já que cheguei até ela sem hesitar em continuar a caminhada teatral). Mas estou contando tudo isso para vocês, tentando compartilhar um pouco o momento em que estamos vivendo nessa jornada e também para relatar um pouco o quanto é importante o afeto e carinho dos amigos, penso que mais do que qualquer médico ou medicação, quem me fez estar forte para enfrentar toda essa jornada teatral e humana, foram meus amigos queridos e ainda mais amados por mim por isso. Quero agradecer ao meu querido Jorge, parceiro incondicional, pela generosidade, amorosidade, afeto e dedicação, a Maria dos Mares, pelas mãos amigas do barro e da vida, a Natanael, pelo carinho sincero e tranquilo, a Seu Morais, pela generosidade e espiritualidade, a Tapindaré, pelos perfumes e pelas forças da natureza, a Suzy pelo amadrinhamento, a Roberta, pelo eterno zelo com seus amigos turrões, a Dra. Rosângela, pelo incrível respeito e profissionalismo, e a minha mãe, pelo amor...
Escrevo para agradecê-los e amá-los ainda mais!
Sigo adiante, às vezes com os pés fincados na terra e às vezes sem eles no chão para chegar ao coração...
Com açúcar, com afeto
André


Bate-bola

Logo após Brasília, fizemos 2 apresentações na cidade de Taguatinga/DF, onde o espetáculo aconteceu de uma forma linda! A mágica do teatro se estabeleceu, e o público dialogou com o espetáculo de uma forma delicada e atenciosa, um encontro incrível em que personagem e platéia se entendiam com olhares e sentimentos...
Ps. Quando esses momentos acontecem, fazem todo nosso trabalho valer a pena.

*Na foto, nossos queridos amigos do cerrado, que nos receberam com muito afeto e nos ajudaram a marcar o gol teatral.

domingo, 26 de julho de 2009

Distrito Afetivo

Início de Julho estivemos em Brasília com o Diário no Teatro Garagem, nossa platéia era repleta de afetos e olhares carinhosos. Tivemos uma acessoria maravilhosa do nosso anjo cabeludo Marley e tudo correu muitíssimo bem. Na foto estão todos os nossos amigos, listrados e coloridos! Agradecemos pelo carinho.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma Parte de mim é luz!


De Porto Alegre partimos para a serra gaúcha: as cidades de Canela e Gramado. Há dois anos atrás, apresentamos o Diário de um Louco no Festival de Teatro de Canela e fizemos laços fortes. Sabendo dessa nossa ida ao sul, nosso queridos amigos Carla e Bento nos convidaram para ministrar uma oficina para o grupo de teatro do qual fazem parte, o Artigos. A oficina se expandiu para mais pessoas, fora do grupo, e resultou num encontro lindo, com seres humanos lindos, se expondo e se entregando a nossa condução com muita generosidade e carinho.

Todos entraram no teatro de olhos vendados, e tiveram que ser literalmente guiados por nós. Lavamos os pés de cada um, com água quente e sabão, como forma de recebê-los com afeto. Assim eles deixaram a energia dispersa do lado de fora e chegaram com sensibilidade para o trabalho. Cantamos, dançamos, escrevemos versos, falamos, gritamos e tudo fluiu como um rio (às vezes sereno e às vezes feroz). "Uma parte de mim é luz", dizia Ivone para todos, apontando suas lindas mãos para o alto, num momento inesquecível de nossa oficina. Não há como negar que havia muita luz humana naquele dia.
Abraço carinhoso para Ivone, Rovena, Simone, Paulinha, Ana Laura, Júlio, Kleiton, Tânia, Catina, Otávio, Tito, Gabriel, Alice, Carla, Bento e Denise.

Aos gaúchos, com afeto

Apresentamos no Teatro do Sesc em Porto Alegre, onde o espaço cênico e a luz ficaram lindíssimos. No início tivemos problemas com o excesso de burocracia do Sesc local e com a diferença de métodos de trabalho, mas aos poucos conseguimos contornar tudo e o clima de montagem ficou agradável e tranquilo.
Tivemos uma apresentação forte e precisa, pedaços do guarda-chuva e da roupa se espalharam pelo palco. Às vezes é preciso tirar a platéia do conforto e trazê-la ainda mais perto do universo desse personagem. O público gaúcho é atento, observador e sensível, o que à primeira vista parece ser sinal de frieza, mas com a proximidade que o espetáculo tem da platéia, percebe-se no olhar o calor e a troca. Foi um encontro inesquecível.
(Na foto, os agradecimentos.).

Chegamos ao Alegre Porto


Logo após a apresentação de Cuiabá, o Diário arrumou suas malas e seguiu direto para Porto Alegre/RS. Aliás, não foi direto, haviam escalas intermináveis pelo caminho. Chegamos exaustos e caímos na cama do hotel. No outro dia, Jorge ministraria sua primeira oficina pelo projeto: Cenografia -Processos de criação e execução.


(Na foto, o pessoal trabalhando a mil na oficina, enquanto o oficineiro registra em foto.).

De Recife para Cuiabá




Logo após a apresentação em Recife, partimos direto para Cuiabá-MT. Apresentamos num espaço lindo, o Sesc Arsenal, com um jardim esplêndido, uma equipe maravilhosa, pessoas tranquilas e amigas. Ah, levamos o frio para Cuiabá, uma cidade que já fez 47 graus, estava abaixo de 20 graus, todo mundo encasacado e tomando banho frio! (risos)
Fizemos o espetáculo para apenas 50 pessoas, com a platéia dentro do palco, num espaço pequeno e muito íntimo. Mais 50 pessoas estavam do lado de fora, batendo na porta, pedindo uma segunda sessão, o que nos deu um aperto no peito, pois tinhamos um vôo marcado bem depois da apresentação e não foi possível. Às vezes é preciso ter a mão firme para preservar a atmosfera intimista da peça e segurar o desejo de que todos vejam nosso trabalho. Pedimos desculpas aos que foram ao teatro e não conseguiram ver o trabalho.

(Na foto, nós com a equipe do Sesc Arsenal. Profissionalíssimos.).

Finalmente em Recife


Nossa segunda apresentação pelo Palco Giratório foi em Recife. Apesar de ser tão pertinho de nós paraibanos, não é fácil levar o espetáculo pra essa cidade, finalmente conseguimos. Com uma platéia cheia de amigos queridos, fizemos uma linda apresentação no Teatro Capiba, um teatrinho de bolso bem aconchegante. A equipe do Sesc Recife é muitíssimo organizada, e o nosso anjo grandalhão Bruno, foi maravilhoso.
(Na foto: André, Marinalva e Jorge).